sexta-feira, 13 de maio de 2016

4 compromissos Toltecas

O PRIMEIRO COMPROMISSO
Seja impecável com sua palavra
“O primeiro compromisso é o mais importante e também o mais difícil de cumprir. É tão importante que apenas com esse primeiro compromisso você será capaz de transcender ao nível de existência que chamo de céu na Terra. O primeiro compromisso é ser impecável com sua palavra.
O SEGUNDO COMPROMISSO
Não leve nada para o lado pessoal
“Os três compromissos seguintes na verdade se originam do primeiro. O segundo compromisso é: não leve nada para o lado pessoal. O que quer que aconteça com você, não tome como pessoal. Usando o exemplo já mencionado, se o vejo na rua e digo: “Você é um estúpido”, sem conhecê-lo, não estou falando de você, estou falando de mim. Se você levar para o lado pessoal, talvez acredite que é estúpido. Talvez possa dizer para si mesmo:”Como ele sabe? Será clarividente ou todos percebem que sou estúpido?”. Você leva tudo para o lado pessoal porque concorda com o que está sendo dito.Assim que concorda, o veneno passa através de você e o prende no sonho do inferno. O que causa a sua própria captura é o que chamamos de importância pessoal. Importância pessoal, ou levar as coisas para o lado pessoal, é a expressão máxima do egoísmo porque cometemos a presunção de achar que tudo é sobre”nós”.
O TERCEIRO COMPROMISSO
Não tire conclusões
“O terceiro compromisso é não tire conclusões. Nós temos a tendência para tirar conclusões sobre tudo. Presumir. O problema com as conclusões é que acreditamos que elas são verdadeiras. Poderíamos jurar que são reais. Tiramos conclusões sobre o que os outros estão fazendo e pensando – levamos para o lado pessoal-, então os culpamos e reagimos enviando veneno emocional com nossa palavra. Por isso sempre que fazemos presunções estamos pedindo problemas. Tiramos uma conclusão entendemos errado, levamos isso para o lado pessoal e acabamos criando um grande drama do nada. Toda tristeza e drama que você passou em sua vida foram causados por tirar conclusões e levar as coisas para o lado pessoal. Pare um instante para examinar essa afirmativa. Toda a teia de controle entre seres humanos é sobre tirar conclusões e levar as coisas para o lado pessoal. Todo o nosso sonho de inferno é baseado nisso.
O QUARTO COMPROMISSO
Sempre dê o melhor de si
“Existe apenas mais um compromisso, porém é o que permite que os outros três se tomem hábitos profundamente enraizados. O quarto compromisso se refere à ação dos outros três: Sempre de o melhor de si. Sob qualquer circunstância, sempre faça o melhor possível, nem mais nem menos. Porém, tenha em mente que o seu”melhor” nunca será o mesmo de um instante para outro. Tudo está vivo e mudando o tempo todo; portanto, fazer o melhor algumas vezes pode produzir alta qualidade e outras ‘vezes não vai ser tão bom. Quando
você acorda, descansado e energizado, de manhã, o seu “melhor” tem mais qualidade do que quando você está cansado, à noite. Seu “melhor” possui mais qualidade quando você está saudável do que quando doente, ou sóbrio em contraposição a bêbado. Seu “melhor” vai depender de você estar se sentindo maravilhosamente feliz ou aborrecido, zangado ou ciumento. Nos diferentes estados de espírito do dia, seu humor pode mudar de um instante para outro, de uma hora para outra ou de um dia para outro. Seu “melhor” também irá se alterar ao longo do tempo. À medida que você se habitua aos quatro compromissos, seu “melhor” irá se tornar mais e mais eficiente. Independente da qualidade, continue dando o melhor de si, nem mais nem menos.”
Don Miguel Ruiz

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

A pessoa é aquilo que imagina



"Não acredite em nada que não compreenda. Quando isso acontecer, deposite o assunto em sua mente até que se faça luz sobre o mesmo. Tudo aquilo em que acreditamos tende a se manifestar, por exemplo, se acreditamos ter vindo ao mundo repetidas vezes, para expiar nossos pecados, estamos assim nos agrilhoando e, destarte, inibindo o nosso crescimento espiritual.

Pense sempre , a partir de agora, em termos elevados. Amplie sua visão. Seja benevolente e deseje a todos liberdade, paz de espírito e abundância. Sua nova imagem própria possui o poder de se auto-expressar, não há nada que se lhe oponha e não há também causa para ansiedade ou preocupação."


Joseph Murphy

A força do poder cósmico do subconsciente

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Resistência ao constrangimento



"Você cometeu um grande erro. Se alguém perceber, você vai ficar vermelho e morrer de vergonha. Você reage e tenta encobrir o erro. Resista. Ame a humilhação. Aceite-a. Baixe suas defesas. Baixe sua guarda. Atravesse a adversidade lentamente e absorva tanto constrangimento quanto possível. Torne-se vulnerável. Reconheça que se trata de uma oportunidade de acabar com seu ego. No final, seu ego estará subjugado e você verá que ninguém sequer percebeu seu erro. É assim que a Luz funciona."

O poder da Kabbalah 

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Caminho com coração



"Um caminho é só um caminho, e não há desrespeito a si ou aos outros em abandoná-lo, se é isto que o coração nos diz...
Examine cada caminho com muito cuidado e deliberação.
Tente-o muitas vezes, tanto quanto julgar necessário.
Só então pergunte a você mesmo, sozinho, uma coisa...
Este caminho tem coração?
Se tem, o caminho é bom,
se não tem, ele não lhe serve. 

Um torna a viagem alegre; enquanto você o seguir, será um com ele. O outro o fará maldizer sua vida. Um o torna forte; o outro o enfraquece". 

Dom Juan Matus

terça-feira, 26 de novembro de 2013

O amor se torna apego porque não existe nenhum amor


Perguntaram a Osho:

Você disse que o amor pode nos tornar livres. Mas comumente nós vemos que o amor se torna apego, e ao invés de nos libertar ele nos torna mais amarrados. Assim, diga-nos alguma coisa sobre apego e liberdade.

O amor se torna apego, porque não existe nenhum amor. Você estava apenas num jogo, enganando a si mesmo. O apego é a realidade; o amor era apenas um prelúdio. Assim, sempre que você se apaixona, mais cedo ou mais tarde, você descobre que você se tornou um instrumento - e, então, toda a miséria começa. Qual é o mecanismo? Por que isso acontece?

Há alguns dias, um homem veio a mim e ele estava se sentindo muito culpado. Ele disse: “Eu amei uma mulher, eu a amei muito. No dia em que ela morreu, eu estava chorando e pranteando, mas de repente eu me tornei consciente de uma certa liberdade dentro de mim, como se alguma carga tivesse me deixado. Eu senti um profundo alívio, como se tivesse me tornado livre”.

Naquele momento, ele se tornou consciente de uma segunda camada de seu sentimento. Externamente ele estava chorando e pranteando e dizendo: “Eu não posso viver sem ela. Agora será impossível, ou a vida será apenas como a morte. Mas bem fundo” - ele disse - “eu me tomei consciente de que estou me sentindo muito bem, que agora eu estou livre”.

Uma terceira camada começou a sentir culpa. Ela lhe dizia: “O que você está fazendo”? E um corpo morto estava deitado ali, bem à sua frente, ele me contou, e ele começou a sentir uma enorme culpa. Ele me disse: “Ajude-me. O que está acontecendo à minha mente? Eu a traí tão cedo”?

Nada aconteceu; ninguém foi traído. Quando o amor se torna apego, ele se torna uma carga, uma escravidão. Mas por que o amor se torna um apego? A primeira coisa a ser entendida é que se o amor se torna um apego, você estava apenas em uma ilusão de que aquilo era amor. Você estava apenas brincando consigo mesmo e pensando que aquilo era amor. Na verdade, você estava necessitado de apego. E se você for ainda mais fundo, descobrirá que você estava também necessitando de se tornar um escravo.

Há um medo sutil da liberdade e todo mundo quer ser um escravo. Todo mundo, naturalmente, fala sobre liberdade, mas ninguém tem a coragem de ser realmente livre, porque quando você é realmente livre, você está só. Se você tem coragem de estar só, somente então, você pode ser livre.

Mas ninguém é corajoso o suficiente para estar só. Você precisa de alguém. Por que você precisa de alguém? Você tem medo de sua própria solidão. Você se torna entediado consigo mesmo. E na verdade, quando você está sozinho, nada parece significativo. Com alguém, você fica ocupado e você cria significados artificiais à sua volta.

Você não pode viver para si mesmo; assim, você começa a viver para outra pessoa. E também é o mesmo caso com a outra pessoa: ele ou ela não pode viver sozinho; assim, ele está na busca para encontrar alguém. Duas pessoas que estão com medo de suas próprias solidões, reúnem-se e começam um jogo - um jogo de amor. Mas, bem no fundo, elas estão buscando apego, compromisso, escravidão.

Assim, mais cedo ou mais tarde, tudo o que você deseja acontece. Essa é uma das coisas mais lamentáveis no mundo. Tudo o que você deseja chega a acontecer. Você a terá mais cedo ou mais tarde e o prelúdio desaparecerá. Quando a sua função for cumprida, ele desaparecerá. Quando você se tornou uma esposa ou um marido, escravos um do outro, quando o casamento aconteceu, o amor desaparece, porque o amor era apenas uma ilusão na qual duas pessoas poderiam se tornar escravas uma da outra.

Diretamente você não pode pedir por escravidão; é muito humilhante. E diretamente você não pode dizer para alguém: “Torne-se meu escravo”. - ...ele irá se revoltar. Nem você pode dizer: “Quero me tornar um seu escravo”; assim, você diz: “Eu não posso viver sem você”. Mas o significado está presente; é o mesmo. E quando isso - o desejo real - é preenchido, o amor desaparece. Então, você sente servidão, escravidão e, então, você começa a lutar para se tornar livre.

Lembre-se disso. Este é um dos paradoxos da mente: tudo o que você conseguir, você irá se aborrecer com aquilo, e tudo o que você não conseguir, você ansiará profundamente. Quando você está sozinho, você ansiará por alguma escravidão, alguma servidão. Quando você está em uma servidão, você começará a desejar liberdade. Na verdade, somente escravos desejam liberdade, e pessoas livres tentam novamente ser escravas. A mente continua como um pêndulo, movendo-se de um extremo ao outro.

O amor não se torna apego. O apego era a necessidade; o amor era apenas uma isca. Você estava a procura de um peixe chamado apego; o amor era apenas uma isca para pegar o peixe. Quando o peixe é apanhado, a isca é jogada fora. Lembre-se disso e, sempre que você estiver fazendo alguma coisa, vá fundo dentro de si mesmo para encontrar a causa básica.

Se existir amor real, ele nunca se tornará apego. Qual é o mecanismo para o amor se tornar apego? No momento em que você diz para seu amante ou amada “eu só amo você”, você começou a possuir. E no momento em que você possui alguém, você o insultou profundamente, porque você o tornou uma coisa.

Quando eu o possuo, você não é uma pessoa então, mas apenas um item a mais dentre a minha mobília - uma coisa. Então, eu o uso e você é minha coisa, minha posse; assim, eu não permitirei que ninguém mais o use. Isso é uma barganha na qual eu sou possuído por você e você faz de mim uma coisa. Isso é uma barganha, que “agora” ninguém mais pode usá-lo. Ambos os parceiros se sentem atados e escravizados. Eu o tomo um escravo, então, você, em troca, faz de mim um escravo.

Então a luta começa. Eu quero ser uma pessoa livre e, ainda assim, eu quero que você seja possuído por mim; você quer manter a sua liberdade e, ainda assim, me possuir — esta é a luta. Se eu o possuo, eu serei possuído por você. Se eu não quero ser possuído por você, eu não deveria possuí-lo.

A posse não deveria entrar no meio. Nós devemos permanecer indivíduos e devemos nos mover como consciências independentes e livres. Nós podemos ficar juntos, nós podemos nos fundir um no outro, mas sem posse. Então, não há servidão e, então, não há apego.

O apego é uma das coisas mais feias. E quando eu digo “mais feia”, eu não quero dizer apenas religiosamente, eu quero dizer também esteticamente. Quando você está apegado, você perdeu a sua solidão, a sua solitude: você perdeu tudo. Apenas para se sentir bem - porque alguém precisa de você e alguém está com você - você perdeu tudo, perdeu a si mesmo.

Mas a armadilha é que você tenta ser independente e você torna o outro a posse - e o outro está fazendo a mesma coisa. Assim, não possua se você não quer ser possuído.

Jesus disse em algum lugar: “Não julgue para não ser julgado”. É a mesma coisa: “Não possua para não ser possuído”. Não faça de ninguém um escravo; do contrário você se tornará um escravo.

Os assim chamados mestres são sempre servos de seus próprios servos. Você não pode se tornar um mestre de alguém sem se tornar um servo - isso é impossível.

Você só pode ser um mestre quando ninguém é um servo para você. Isso parece paradoxal, porque quando eu digo que você só pode se tornar um mestre quando ninguém é um servo para você, você dirá: “Então o que é o mestrado? Como eu sou um mestre quando ninguém é um servo para mim”? Mas eu digo que somente então, você é um mestre. Então, ninguém é um servo para você e ninguém tentará torná-lo um servo.

Amar a liberdade, tentar ser livre, significa basicamente que você chegou a uma profunda compreensão de si mesmo. Agora, você sabe que você é suficiente para si mesmo. Você pode compartilhar com os outros, mas você não é dependente. Eu posso compartilhar a mim mesmo com alguém. Eu posso compartilhar o meu amor, eu posso compartilhar minha felicidade, eu posso compartilhar minha alegria, meu silêncio com alguém. Mas isso é um compartilhar, não uma dependência. Se não houver ninguém, eu estarei igualmente feliz, igualmente alegre. Se alguém está presente, isso também é bom e eu posso compartilhar.

Quando você perceber sua consciência interior, seu centro, somente então, o amor não se tornará um apego. Se você não conhecer seu centro interior, o amor se tornará um apego. Se você conhecer o seu centro interior, o amor se tornará uma devoção. Mas você deve primeiro estar presente para amar, e você não está.

Buda estava passando por um vilarejo. Um jovem veio até a ele e disse: “Ensine-me algo: como eu posso servir aos outros”?

Buda riu para ele e disse: “Primeiramente, seja. Esqueça os outros. Primeiramente, seja você mesmo e, então, todas as coisas se seguirão”.

Exatamente agora você não é. Quando você diz “quando eu amo alguém isso se torna um apego”, você está dizendo que você não é; assim, tudo o que você faz dá errado, porque o fazedor está ausente. O ponto interior de consciência não está presente; assim, tudo o que você faz, dá errado. Primeiro seja e, então, você pode compartilhar seu ser. E esse compartilhar será amor. Antes disso, tudo o que você fizer se tornará um apego.

E, por último: se você está lutando contra o apego, você tomou uma direção errada. Você pode lutar. Assim, muitos monges - reclusos, saniássins - estão fazendo isso. Eles sentem que estão apegados às suas casas, às suas propriedades, às suas esposas, aos seus filhos e eles se sentem engaiolados, aprisionados.

Eles fogem, deixam suas casas, deixam as suas esposas, deixam seus filhos e posses e eles se tornam mendigos e escapam para a floresta, para a solidão. Mas vá lá e observe-os. Eles se tornaram apegados aos seus novos arredores.

Eu estive visitando um amigo que estava em uma vida reclusa embaixo de uma árvore em uma floresta densa, mas havia outros ascetas também. Um dia, aconteceu de eu estar com esse recluso embaixo de sua árvore e um novo buscador ter vindo enquanto meu amigo estava ausente. Ele tinha ido ao rio tomar um banho. Embaixo de sua árvore o novo saniássin começou a meditar.

O homem voltou do rio e empurrou o novato da árvore, e disse: “Esta é minha árvore. Vá e encontre outra, em algum outro lugar. Ninguém pode se sentar sob a minha árvore”. E esse homem tinha deixado a sua casa, a sua esposa, os seus filhos. Agora a árvore se tornou uma posse - você não pode meditar embaixo da árvore dele.

Você não pode escapar tão facilmente do apego. Ele tomará novas formas, novos contornos. Você será enganado, mas ele estará presente. Assim, não lute com o apego, apenas tente entender por que ele existe. E, então, conheça a causa profunda: devido a você não ser, esse apego existe.

Dentro de você, o seu próprio ser está tão ausente, que você tenta se apegar a qualquer coisa a fim de se sentir a salvo. Você não está enraizado; assim, você tenta fazer de qualquer coisa às suas raízes. Quando você está enraizado em seu ser, quando você sabe quem você é, o que é esse ser que está dentro de você e o que é essa consciência que está em você, então, você não se apegará a ninguém.

Isso não significa que você não amará. Na verdade, somente então, você pode amar, porque então o compartilhar é possível - e sem nenhuma condição, sem nenhuma expectativa. Você simplesmente compartilha, porque você tem uma abundância, porque você tem tanto que está transbordando.

Esse transbordamento de si mesmo é amor. E quando esse transbordamento se torna uma enchente, quando, por seu próprio transbordamento, o universo inteiro é preenchido e seu amor toca as estrelas, em seu amor a terra se sente bem e em seu amor todo o universo é banhado; então, isso é devoção.

Osho, em "O Livro dos Segredos"


Leia mais: http://www.palavrasdeosho.com/2013/11/nao-amor-apego.html#ixzz2llHL8hgb

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

A busca


"Quando tuas perguntas fracassarem, 
Quando tuas ações cessarem, 
Acharás tua Paz 
Na quietude de tua meditação 

O Céu não é algo irreal, 
Não é um plano ou lugar. 
Ele vive na alma do homem 
Para um dia a ele se revelar. 

Quando o Céu procurares, 
À sua Porta fores bater 
Sentirás ter feito o melhor, 
Que nada tão ímpar pode haver. 

A Porta está aberta, 
Poderás por ela entrar 
No Reino de nosso Cristo 
E sempre lá ficar. 

Uma vez que O tenhas achado 
Para em segurança n’Ele habitar, 
Todo o desgosto terá passado, 
Não mais O quererás deixar. 

Permite oferecer-te uma prece, 
Para que tu possas ver realmente 
A Perfeição atuando em tua vida 
Agora, sempre, eternamente"

Autor: Saint Germain?

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Auto-domínio




"Mesmo sendo inegável que o repouso é necessário, o mago deve ser capaz de manter longas vigílias, capaz de ir dormir muito tarde e acordar muito cedo sem jamais permitir que seu relógio biológico fique preso às rotinas das horas que regem a vida dos homens e mulheres comuns. 



Capaz de tomar banhos frios em dias frios. De cuidar de todas as suas necessidades pessoais: providenciar e preparar a própria comida, manter limpos seu corpo, sua casa, suas roupas; tem de ser capaz de abster-se de todas as substâncias inebriantes e, ao mesmo tempo, ser capaz de absorver todas elas, reconhecendo-as e sem perder o controle de si mesmo. 



Na vida de um mago não existem concessões para nenhum tipo de negligência porque a negligência é mortal. É preciso desenvolver a resistência às dores do corpo e da alma.



Desenvolver técnicas de auto-cura por meio da respiração, da auto-sugestão e da utilização de substâncias e práticas simples: água quente, gelada e em temperatura ambiente conforme a necessidade, álcool, cânfora, alho, mel, limão; alongamento, auto-massagem, são alguns exemplos da capacidade e possibilidade de curar-se sozinho em situações adversas.



É necessário ser capaz de ficar longos períodos em completa solidão. Suportar o silêncio, calar a mente e ao mesmo tempo, poder tornar-se insensível ao barulho de modo que a balbúrdia dos ruídos jamais possa perturbar sua capacidade de observação e raciocínio.



É indispensável resistir à tentação de falar de si mesmo e de suas atividades mágicas, de seus projetos, de suas realizações, porque falar dessas coisas dispersa a força necessária para alcançar e manter suas realizações."



Ensinamentos de Don Juan